Capítulo 03. Ação Gênica

Tanto o códon UUU quanto o códon UUC codificam o mesmo aminoácido (fanelalanina).

 

 

Podemos, então, concluir que, nem sempre, uma mutação provocará alteração na seqüência de aminoácidos de uma proteína e numa característica de um indivíduo.

Repare, ainda, na tabela do código genético, que três códons: UAA, UAG e UGA não codificam aminoácidos. Esses códons são chamados códons de “parada”, sendo importantes pontos de determinação de início e final de seqüências específicas de aminoácidos no mecanismo de síntese de proteínas.

Leitura Complementar:

 

6. Síntese de Proteínas

6.1. A Transferência de Informações

As informações genéticas para controle da ativida-

de celular e para transmissão de características hereditárias estão nas moléculas de DNA, presentes nos cromossomos das células. O comando metabólico exercido pelo DNA passa pelo controle da produção de enzimas, proteínas que atuam como catalisadores. Determinando a síntese de uma certa enzima, o DNA está, indiretamente, determinando a ocorrência da etapa metabólica por ela catalisada.

 

Como o DNA comanda a produção de proteínas? As primeiras idéias a respeito sugeriam que a molécula de DNA serviria de “molde” para a formação das proteínas. Essa hipótese foi abandonada pela impossibilidade de se conseguir um encaixe físico-químico entre o DNA (molde) e a proteína  (produto).

A descoberta do RNA mensageiro, por Jacob e Monod, esclareceu o vínculo entre o DNA e os ribossomos, organóides que participam da síntese protéica. No processo da transcrição, um filamento de DNA serve de modelo para a montagem do RNA mensageiro, que contém seqüência de nucleotídeos complementar à seqüência do filamento de DNA que o originou. Por exemplo:


 

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