Capítulo 06. Bioenergética

Portanto, quando comemos um pedaço de pão e utilizamos sua energia para andar, escrever ou pensar, essa energia, um dia, foi captada por plantas de trigo, na forma de fótons da luz solar, e armazenada em moléculas de amido, agora componentes do pão.

A eficiência dos sistemas biológicos é muito maior do que de outros sistemas não biológicos, como, por exemplo, o automóvel. A oxidação da glicose, por exemplo, é capaz de armazenar cerca de 45% da energia em moléculas de ATP . Mesmo o aparente desperdício de 55% da preciosa energia da glicose, perdidos na forma de calor, permite às células manterem o seu meio interno relativamente “aquecido”. Nas aves e nos mamíferos, a capacidade de controlar a quantidade de calor dissipado auxilia a manter constante a temperatura corporal.

Podemos considerar o Sol como a fonte primária de energia para os seres vivos, porque, direta ou indiretamente, os processos energéticos dos seres vivos dependem da energia solar.

No esquema a seguir, relacionamos o Sol como fonte de energia luminosa e térmica para os seres vivos, assim como os processos energéticos da fotossíntese e da respiração celular.



3. ATP: A Molécula Energética

Como mencionamos anteriormente, a energia de carboidratos, como a glicose e a sacarose, não é utilizada diretamente no metabolismo celular.

A energia presente nestas substâncias é liberada aos poucos, conforme ocorrem as oxidações no metabolismo celular.

Quando uma molécula orgânica é oxidada, parte de sua energia é transferida para moléculas de ATP (adenosina trifosfato).

O ATP tem uma base nitrogenada, a adenina, um açúcar com 5 átomos de carbono, a ribose, e 3 grupos fosfatos. Possui, portanto, a estrutura de um nucleotídeo de RNA modificado, porque, ao invés de um único grupo fosfato, apresenta 3 grupos fosfatos (trifosfato).

As ligações que unem estes 2 grupos fosfatos adicionais são ricas em energia e podem ser desfeitas por reação de hidrólise:

 

A remoção de outro fosfato de uma molécula de difosfato de adenosina (ADP) resulta em monofosfato de adenosina (AMP), com liberação de quantidade menor de energia.


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