Capítulo 06. Bioenergética

Quando a célula tem energia disponível, pode-se armazená-la em moléculas de ATP.

A incorporação de um fosfato na molécula do ADP, com armazenamento de energia, chama-se fosforilação. As células fotossintetizantes usam a luz nesse processo (fotofosforilação). Quando a energia empregada vem da oxidação de moléculas orgânicas, o processo é conhecido por fosforilação oxidativa.

Duas reações podem ocorrer simultaneamente, de tal forma que a energia liberada em uma seja armazenada pela outra. São reações acopladas, como algumas que ocorrem na oxidação da glicose, cuja energia é transferida para o ATP. O acoplamento das reações diminui a quantidade de energia perdida.

O ATP pode ser comparado a uma bateria carregada que, ao liberar energia, descarrega-se e se transforma em ADP.


 

O complexo ATP ADP serve, portanto, como portador de energia. É o elo entre os processos de liberação de energia, como a oxidação da glicose, e os processos que dela necessitam. O ATP é constantemente regenerado pela energia liberada no catabolismo dos combustíveis celulares.

4. Fermentação

 

No metabolismo energético das células dos seres vivos, substâncias utilizadas como fontes de energia, como os carboidratos, são degradadas em vias metabólicas que podem ter ou não a participação do gás oxigênio (O2).

Quando a degradação dos carboidratos (açúcares) ocorre sem a participação do gás oxigênio, isto é, em condições anaeróbicas, o processo é denominado fermentação.

As fermentações são caracterizadas pelos produtos finais e pelos microorganismos que as realizam.

Nas fermentações, o açúcar glicose é o principal combustível utilizado como fonte de energia. A glicose pode ser obtida diretamente dos alimentos disponíveis para os microorganismos ou obtida via digestão de sacarose, maltose, lactose ou amido.

Os microorganismos possuem enzimas específicas para diferentes tipos de substratos (dissacarídeos ou polissacarídeos), transformando-as em açúcares menores e aproveitáveis pela célula, como o monossacarídeo glicose.

Ao longo da história da humanidade, o ser humano aprendeu como os microorganismos transformam a matéria orgânica através de processos fermentativos. Desse aprendizado surgiu a biotecnologia das fermentações, que é um conhecimento utilizado nas indústrias alimentícias, farmacêuticas e na produção de combustível, como o álcool etílico.

É comum caracterizarmos as fermentações, relacionando-as com o metabolismo de bactérias e fungos.

Dependendo do microorganismo, das enzimas e dos produtos finais das onze reações do processo,definimos
os diferentes tipos de fermentação.

Neste capítulo, estudaremos os tipos mais comuns de fermentação presentes em nosso cotidiano, na produção de alimentos e de combustíveis para os automóveis.


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