Capítulo 06. Lentes Esféricas

Defeitos das Lentes

As lentes, mesmo delgadas, apresentam defeitos que são chamados de aberrações. Essas aberrações podem manifestar-se de diferentes maneiras:

I) Aberrações de Esfericidade – Os raios de luz refratados pelas extremidades da lente interceptam o eixo óptico principal em pontos mais próximos da lente do que os raios próximos do eixo.



Na prática é impossível suprir essa aberração quando se utiliza uma única lente.
A experiência mostra que a aberração de esfericidade depende do índice de refração do vidro, dos raios de curvatura das faces, da face que a luz incide em primeiro lugar e, também, da posição do objeto. As aberrações são mínimas quando o objeto está no infinito e a face de entrada da luz tem raio de curvatura seis vezes menor do que o de saída. Na prática, a lente plano-convexa é a que apresenta menor aberração de esfericidade. Uma maneira de minimizar esses efeitos negativos é associar duas ou mais lentes opostas, de forma que as curvaturas anulem o efeito das aberrações.




É comum a construção de objetivas de câmaras fotográficas ou microscópios com duas ou mais lentes associadas.


Consegue-se corrigir, aproximadamente, todas essas aberrações empregando-se várias lentes de vidros diferentes justapostas ou separadas por uma camada de ar e dispondo convenientemente um diafragma na frente, atrás ou entre as lentes, a fim de eliminar, quando possível, os raios de luz marginais.

II) Aberrações Cromáticas – Um feixe de luz branca contém todas as cores do espectro. Os raios azuis são mais desviados que os raios vermelhos pelos bordos das lentes, que funcionam como se fossem pequenos prismas, fazendo com que a lente apresente um foco imagem para cada cor.

Quando um raio de luz policromática é refratado por uma lente esférica, ocorre a dispersão da luz. A cada componente da luz policromática (cor), ele sofre um desvio diferente.

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