Capítulo 06. Bioenergética


Ao longo de suas vidas, as plantas passam, a cada 24 horas, pelas três situações expostas anteriormente. Para que possam crescer e se desenvolverem normalmente, devem passar a maior parte do tempo em intensidade luminosa superior ao seu ponto de compensação luminosa, sintetizando e incorporando matéria orgânica e liberando oxigênio.

É importante ressaltar que, em um ecossistema em equilíbrio, como uma floresta tropical, as trocas globais são pequenas, uma vez que substâncias liberadas, como oxigênio, são consumidas no próprio ecossistema. Populações vegetais mais abertas e mais dinâmicas têm balanço positivo, isto é, sintetizam mais produtos do que consomem. As algas marinhas, por exemplo, constituem a maior massa fotossintetizante da biosfera e seu maior fornecedor de oxigênio.

9. Etapas da Fotossíntese

O processo fotossintético pode ser estudado pela análise das reações químicas que ocorrem nos cloroplastos.

A estrutura dos cloroplastos com tilacóides e estroma são os locais de ocorrência das fases de claro (fotoquímica) e escuros (química ).




9.1. Etapa Fotoquímica

Também chamada de fase clara, uma vez que sua ocorrência é totalmente dependente da luz. Nesta etapa, as moléculas de clorofila, iluminadas, perdem elétrons, o que origina "vazios" na molécula. O destino dos elétrons perdidos e a ocupação dos "vazios" nas moléculas de clorofila obedecem a dois mecanismos:

I. Fotofosforilação Cíclica

No chamado sistema de pigmento I, predomina a clorofila a. Esta, ao ser iluminada, perde um par de elétrons excitados (ricos em energia). O par de elétrons é recolhido por um aceptor, passando depois por uma cadeia de citocromos. Durante a passagem por esta cadeia, os elétrons perdem energia, que é usada para formar duas moléculas de ATP. Após a passagem pelos citocromos, o par de elétrons retorna à clorofila, ocupando o "vazio" que havia sido deixado.


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