Capítulo 02. Espelhos Planos


Note que, se o espelho foi afastado de d, a imagem movimenta-se o dobro do deslocamento do espelho, ou seja, 2 d.

Como ambos os deslocamentos ocorrem simultaneamente, pode-se deduzir que a velocidade da imagem é o dobro da velocidade de deslocamento do espelho, em relação a um objeto em repouso.

Situações como a que foi mostrada ocorrem frequentemente no trânsito. Um motorista, ao se deslocar, vê pelo espelho retrovisor a imagem de um pedestre em repouso, em relação ao solo. A imagem da pessoa se desloca, em relação ao observador (motorista), com velocidade igual à velocidade do carro, porém o pedestre verá a sua imagem deslocar-se com o dobro da velocidade do automóvel.

8. Rotação de um Espelho Plano

No caso da rotação de um espelho plano, ocorre: rotação do raio refletido

Um espelho E, inicialmente na posição 1, gira de um ângulo a até atingir a posição 2. O raio de luz refletido gira de um ângulo b.


No triângulo ABC, temos que q2 = q1 + a.

No triângulo ABD, temos que 2q2 = 2q1 +  .

Das equações acima, temos:

a = q2 q1 e

b = 2q2 – 2q1 = 2 · (q2q1)

b = 2a


Assim, se o espelho gira de um ângulo a, o raio refletido gira de 2 a.

9. Associação de Espelhos Planos


Quando dois espelhos planos são associados, formando entre si um ângulo, obtemos um sistema óptico capaz de gerar imagens múltiplas de um objeto. Um exemplo é o caleidoscópio, formado pela associação de três espelhos planos, formando entre si ângulos de 60°.


Formação de três imagens em associação de 90° de dois espelhos planos



Para um ângulo qualquer, o número de imagens formadas N para um único objeto será dado sob certas condições, pela expressão:


em que a é o ângulo entre os espelhos e N é o número de imagens.


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