Capítulo 05. Hidrostática

Dentro deste recipiente, vamos delinear uma região em forma de um cilindro.

Sejam P, o peso da porção líquida contida na região do cilindro, F1, a força que o líquido externo ao cilindro aplica na parte superior do cilindro, F2, a força aplicada na parte inferior, h a altura do cilindro e A, a sua área de base.

Como o líquido se encontra em equilíbrio, então,

Como P = m · g e p = , então, F = p · A, substituindo em ( I ), temos:

p2 · A = p1 · A + m · g (II)

Como e o volume do cilindro é V = A · h, então,

Substituindo em (II), temos:

p2 · A = p1 · A + · A · h · g, dividindo por A, temos:

Os pontos 1 e 2 são dois pontos quaisquer no interior do líquido.

A relação · g · h (massa específica do líquido x a aceleração da gravidade x o desnível h entre dois pontos) é chamada de pressão hidrostática (ou pressão efetiva), ou seja, a pressão exercida pela camada de líquido.

Se o ponto 1 coincidir com a superfície do líquido, então, p1 = p atm (pressão atmosférica), e se o ponto 2 coincidir com o fundo do recipiente, temos:


6. Teorema dos Pontos Isóbaros

Pontos situados no mesmo nível de um líquido em equilíbrio suportam a mesma pressão.

Exemplo – Uma piscina de profundidade 5 m está completamente cheia de água, cuja massa específica é de 1 g/cm3, num local onde g = 10 m/s2 e a pressão atmosférica de 105 N/m2. Calcule a pressão que o fundo da piscina suporta.


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